
O professor Francisco Machado Filho, diretor da TV UNESP e presidente da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), avalia que a edição 2025 do SET EXPO será marcada por dois grandes temas que devem definir o futuro do audiovisual: a Inteligência Artificial e a TV 3.0 (DTV+). Segundo ele, esses avanços irão impactar diretamente em toda a cadeia produtiva, inclusive as emissoras públicas e universitárias. “São questões que irão decidir o futuro do audiovisual e impactar o modelo de muitos negócios da cadeia produtiva do audiovisual. Mesmo as emissoras do campo público da comunicação, caso da TV UNESP e membros da ABTU, irão ser impactados por estas tecnologias. Acredito que a feira trará a oportunidade de visualizarmos um pedaço desse futuro próximo”, afirma o professor.
Sobre o lançamento definitivo da DTV+ (TV 3.0) e seu impacto nos workflows, Francisco Machado Filho destaca que “a captação continuará seguindo o caminho que vem apontando até aqui: otimização nas câmeras, tamanho, qualidade etc. Acredito que o maior impacto será na distribuição em relação ao comportamento da audiência. Teremos que ter um novo aprendizado para atender ao mesmo tempo uma demanda massiva e personalista.”
Ele ressalta que a chegada da TV 3.0 é “uma oportunidade para se transformar e se fortalecer como emissora relevante para a sociedade. Não cabe mais a nós dar conta do dia a dia da universidade. Temos que atuar de forma mais próxima e significativa para a sociedade. E agora, na TV 3.0 teremos condições tecnológicas mais favoráveis para atingir este objetivo.”
Para Machado Filho, a participação no evento é estratégica para compreender como as TVs universitárias poderão se posicionar ao lado de emissoras protagonistas nessa nova configuração do mercado. “Qual será o lugar das TVs universitárias na entrega de conteúdo massivo? Prestação de serviço? Eduentretenimento? Jornalismo científico? São várias as possibilidades, assim como vários desafios. Acredito que a feira trará informações e exemplos importantes para a tomada de decisão dos gestores das emissoras universitárias”, explica.
O presidente da ABTU aponta que, com a chegada da TV 3.0, a captação continuará evoluindo na direção já observada — câmeras mais otimizadas, compactas e com melhor qualidade — mas o maior impacto será sentido na distribuição, em função das mudanças no comportamento da audiência. “Teremos que aprender a atender, ao mesmo tempo, uma demanda massiva e personalista”, observa.
Na visão de Machado Filho, a TV 3.0 representa uma oportunidade única para transformar e fortalecer as TVs universitárias como veículos de relevância social. “Não cabe mais a nós dar conta apenas do dia a dia da universidade. Temos que atuar de forma mais próxima e significativa para a sociedade. E agora, na TV 3.0, teremos condições tecnológicas mais favoráveis para atingir esse objetivo”, conclui.


